Pular para o conteúdo

Stellantis escolhe Antonio Filosa como novo CEO em 23 de junho

Carro esportivo elétrico azul Filosa Stla exibido em showroom moderno com iluminação indireta.

A Stellantis encerrou oficialmente a procura por um novo diretor-executivo depois de Carlos Tavares ter deixado o cargo, com efeito imediato, em dezembro do ano passado.

Após cerca de seis meses buscando um substituto, o grupo escolheu Antonio Filosa - executivo italiano que hoje atua como diretor de operações (Chief Operating Officer) da Stellantis nas Américas - com base no seu “historial comprovado de sucesso prático”, construído ao longo de mais de 25 anos no setor automotivo.

Filosa assumirá como CEO da Stellantis a partir de 23 de junho. John Elkann, que ocupou a função de forma interina após a saída de Tavares, volta a se concentrar no posto que já exercia anteriormente: o de presidente executivo da Stellantis.

Trajetória de Antonio Filosa na Stellantis

Filosa iniciou a carreira na FIAT em 1999, bem antes da criação da Stellantis, e desde então acumulou experiência liderando operações do grupo tanto na América do Norte quanto na América do Sul.

Quando atuou como COO (diretor de operações) na América do Sul, os resultados foram claros: levou a FIAT à liderança de mercado e impulsionou de forma significativa as demais marcas do conglomerado na região, como Peugeot, Citroën, Ram e Jeep. Hoje, o Brasil é o segundo maior mercado individual da Jeep.

Ele também já foi CEO da Jeep e, depois da saída de Carlos Tavares em dezembro, passou a ocupar o cargo de diretor de operações para as Américas. Ainda assim, a parte central da sua missão ficou concentrada nos EUA - mercado que teve peso determinante no recuo dos números da Stellantis em 2024.

Ajustes iniciais nos EUA sob a gestão de Filosa

Em menos de meio ano no comando das operações nos EUA, Filosa promoveu mudanças que incluíram a troca de líderes de equipes, a redução de estoques acima do necessário, a chegada de novos modelos e motorizações e, tão importante quanto, a retomada do diálogo com concessionárias, sindicatos e fornecedores.

Desafios adiante

A transição ocorre em um período delicado para a montadora, que precisa lidar com várias frentes ao mesmo tempo: estancar e reverter a tendência de queda nas vendas, recompor o relacionamento com concessionárias e fornecedores e reduzir os efeitos das tarifas de 25% impostas por Donald Trump sobre automóveis importados para os EUA.

Tarifas de 25% e dependência produtiva fora dos EUA

O tema é especialmente sensível porque a operação da Stellantis nos EUA depende bastante de veículos e componentes produzidos no México, no Canadá e na Europa.

Com isso, caberá a Antonio Filosa tentar virar o jogo e, ao mesmo tempo, reconstruir a confiança de concessionárias, fornecedores e sindicatos após um período marcado por atritos e por resultados abaixo do esperado.

John Elkann, presidente executivo da Stellantis, ressaltou a “liderança forte e eficaz” de Filosa, apontando sua capacidade de enfrentar desafios como os vividos nas Américas do Norte e do Sul.

Próximos passos

No próprio dia em que assumir o cargo (23 de junho), Filosa anunciará a nova equipe de gestão do grupo. Entre os destaques, estão o retorno de Tim Kuniskis ao comando da Ram e a recolocação de Jeff Kommor como responsável pelas vendas nos EUA, após um ano de perda de participação de mercado.

A expectativa, agora, é sobre como Filosa conduzirá essa nova etapa, que ele enxerga como uma “missão de reconstrução”, para guiar a Stellantis durante a transição e fortalecer o grupo em um cenário global cada vez mais desafiador.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário