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Queda de 13% no preço do petróleo reduz combustíveis: diesel e gasolina caem em Portugal

Homem abastecendo carro em posto de gasolina enquanto usa celular em dia claro.

A desvalorização de cerca de 13% do preço do petróleo na semana passada já se traduz, nesta semana, em uma queda ampla nos preços dos combustíveis - com destaque para o diesel, que na última quinta-feira (9 de abril) havia alcançado um recorde: a média chegou a 2,145 €/l.

Como ficaram os preços nesta segunda-feira (13 de abril)

No momento da publicação deste texto, nesta segunda-feira (13 de abril), o diesel simples registra redução de 5,4 centavos por litro, o que fez o preço médio recuar para 2,09 euros por litro.

No caso da gasolina simples, a baixa é de 2,8 centavos por litro, com a média passando a 1,92 euros por litro.

Quanto recuaram nas principais bandeiras (BP, Galp e Repsol)

Tomando como referência as principais redes, a tendência ao longo do dia é de um recuo ainda mais acentuado nas médias: BP, Galp e Repsol reduziram o preço do diesel simples em, respectivamente, sete centavos por litro, 7,7 centavos por litro e 7,8 centavos por litro. Já na gasolina simples, as quedas foram de quatro centavos por litro na BP e na Repsol e de 3,5 centavos por litro na Galp.

Mesmo com os ajustes, os combustíveis seguem acima da marca de dois euros por litro nas três maiores bandeiras, com uma exceção: na Repsol, a gasolina simples está em 1,999 euros por litro.

A referência usada para apurar o preço dos combustíveis, como de costume, são os números divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, relativos à última sexta-feira, 10 de abril.

Os valores reportados pela DGEG já consideram os descontos aplicados pelas distribuidoras, assim como as medidas do Governo em vigor. Ainda assim, vale reforçar que se tratam de médias indicativas, que podem não coincidir com os preços praticados em cada posto.

O que está em causa?

A escalada dos preços dos combustíveis em Portugal e na Europa está diretamente associada ao aumento das tensões no Oriente Médio, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais relevantes para o escoamento do petróleo do Golfo Pérsico. Aproximadamente 20% do comércio mundial de crude passa por esse corredor.

O efeito foi imediato nos mercados: o Brent, referência para a Europa, estava em 72 dólares antes do início do conflito. Na semana passada, o anúncio de um cessar-fogo fez o petróleo cair abaixo do patamar de 100 dólares, encerrando a última sexta-feira em 95 dólares.

Na noite de ontem, após Donald Trump anunciar que iria bloquear o Estreito de Ormuz, o Brent voltou a disparar nesta segunda-feira para acima de 100 dólares. Na data de publicação deste artigo, estava em 102 dólares.

As medidas do Governo em vigor

Após semanas com altas históricas nos combustíveis, o Governo ampliou o desconto extraordinário aplicado ao ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos). Nesta semana, os preços incorporam o mesmo abatimento no ISP já observado na semana passada: 8,34 centavos por litro no diesel e 4,58 centavos por litro na gasolina.

Essa redução extraordinária do ISP se soma à que existe desde 2022, criada para suavizar o impacto da alta dos combustíveis após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O mecanismo diminuiu parcialmente o imposto aplicado à gasolina e ao diesel e vem sendo ajustado de forma progressiva, acompanhando a evolução dos preços.

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