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Balanço de acidentes rodoviários na União Europeia (UE) em 2024: 19 940 mortes

Mulher com colete refletivo e capacete branco analisa documentos ao lado de estrada movimentada em dia ensolarado.

Panorama de acidentes rodoviários na União Europeia (UE) em 2024

De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Comissão Europeia (CE), 19 940 pessoas morreram em acidentes rodoviários na União Europeia (UE) em 2024. Em relação a 2023, o total representa uma pequena redução de 2%.

Mesmo com essa queda, o bloco ainda está distante das metas estabelecidas para 2030: cortar pela metade as mortes e os ferimentos graves no trânsito em comparação com 2019 (22 756 vítimas fatais). O cenário fica ainda mais longe do objetivo para 2050, conhecido como Visão Zero, que busca chegar o mais perto possível da eliminação total dessas mortes.

Entre os países da UE e da EFTA, as maiores reduções no número de vítimas fatais ocorreram na Lituânia (-22%), na Letônia (-19%) e na Áustria (-13%). Na direção oposta, Estônia (+17%) e Chipre (+21%) foram os que mais pioraram seus indicadores - ainda que com totais absolutos baixos.

Portugal no comparativo europeu de mortes no trânsito

Em Portugal, foram contabilizadas 618 mortes nas estradas no ano passado, o que corresponde a 4% a menos do que em 2023 e 10% abaixo de 2019. Na prática, isso equivale a 58 mortes por milhão de habitantes, acima da média da União Europeia, que ficou em 45 mortes por milhão de habitantes.

No ranking geral, as taxas de mortalidade por país praticamente não tiveram mudanças relevantes. As estradas consideradas mais seguras continuaram concentradas na Suécia (20 mortes por milhão de habitantes) e na Dinamarca (24 mortes por milhão de habitantes). Já a Romênia (78 mortes por milhão de habitantes) e a Bulgária (74 mortes por milhão de habitantes) registraram as maiores taxas de mortalidade em 2024.

Estimativas para o primeiro semestre de 2025

Embora ainda não se trate de números oficiais, a UE informou que as estimativas do primeiro semestre de 2025 apontam um quadro misto entre os Estados-membros. Grécia, Chéquia, Estônia, Polônia, Portugal, Romênia e Eslováquia são os países em que o número de sinistros vem caindo com mais força. Ainda assim, os desafios seguem presentes.

“\"O facto de quase 20 mil pessoas terem perdido a vida em acidentes rodoviários no ano passado é inaceitável. A CE vai continuar a apoiar todos os Estados-Membros na melhoria da segurança rodoviária, mas este é um esforço partilhado: os governos, a indústria e todos os utentes das estradas têm um papel a desempenhar para garantir que cada viagem termina em segurança\", disse Apostolos Tzitzikostas, Comissário para os Transportes e Turismo Sustentáveis.”

O que está a ser feito?

Para tentar reduzir esses números, a UE vem endurecendo e atualizando as normas de segurança rodoviária. Com a nova diretiva sobre inibição da carta de condução, motoristas punidos por infrações graves - como dirigir sob efeito de álcool ou causar acidentes fatais - passarão a ficar proibidos de dirigir em todo o território da UE. Além disso, será implementado um período probatório de dois anos para novos condutores, com penalidades mais rígidas em caso de descumprimento.

Bruxelas também busca fortalecer a aplicação de regras transfronteiriças, para evitar que multas aplicadas a condutores estrangeiros deixem de ser pagas. Ao mesmo tempo, a lista de infrações cobertas foi ampliada, passando a incluir estacionamento perigoso, condução na contramão e fuga após acidente.

Por fim, desde julho de 2022, todos os veículos novos vendidos na UE precisam sair de fábrica com sistemas de segurança como frenagem automática de emergência, alerta de distração e assistente inteligente de velocidade, entre outros - recursos que têm como objetivo reduzir o erro humano, apontado como responsável por cerca de 95% dos acidentes rodoviários.

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